Eu não sei se eu consigo seguir…

No meio de todo o meu processo de autoconhecimento uma frase que vinha e voltava o tempo todo na minha cabeça era: “Mas, Thais, você se dedicou tanto ao mundo do direito, tantas especializações e uma pós graduação como vai estudar coaching agora? ”

E essa frase cada vez que voltava me assustava mais e mais.

Afinal, 10 anos de estudos não se muda do dia para a noite, certo?

Eu ficava, basicamente, me torturando em pensar que meus olhos estavam brilhando e o meu coração estava vibrando por outros temas que não fossem jurídicos.

Para fechar com chave de ouro eu lembrava de todo o esforço e dedicação que os meus pais tinham feito para me ajudar a atingir esse patamar.

Quantas noites passamos conversando sobre alternativas … Bolsa de Estudos, atividades acadêmicas que me geravam descontos nas mensalidades, notas acima da média para manter a elegibilidade e por aí ía.

O que os meus pais, minha família, meus amigos diriam quando eu contasse que ia ter uma vida com dois enfoques totalmente diferentes? Que a Thais pragmática e seguidora das normas estava estudando física quântica? Sagrado feminino?

Certeza que iam me chamar de louca!!!

Nesse momento percebi como o reconhecimento e a aceitação das pessoas estava me influenciando e governando as minhas decisões.

Será que isso era certo? E se fosse só uma fase? Talvez eu só precisasse aguardar que isso ía passar.

Os meses foram se passando e o brilho no olhar se mantinha, a curiosidade de pesquisar mais e estuTodos os postsdar mais só aumentava…mas e aquele livro jurídico que tinha sido publicado? Ele continuava na lista de desejos, mas já não ocupava mais o primeiro lugar.

E de repente os livros de 10 anos de carreira jurídica começaram a parecer sem sentido nas prateleiras do escritório.

Guardar livro de Penal para quê? Processo civil, ihhh, mudou tudo … fora que os novos livros precisavam de espaço…

Até que chegou um domingo pela manhã que o meu pai me ligou e me perguntou o que eu estava fazendo, eu rapidamente respondi: Estudando! E ele animadamente respondeu: Que legal, sobre o quê? Não me lembro ao certo o que era, mas com certeza nem passava perto do mundo jurídico.

Ele literalmente entrou em estado de choque!

Como íamos nos encontrar dentro de alguns dias eu disse a ele que conversaríamos melhor pessoalmente.

Dito e feito, na hora que entramos no carro ele perguntou o que eu estava fazendo e eu disse que amava o direito, mas que neste momento da minha vida estava priorizando outros assuntos porque eu estava me preparando para se coach e mentora.

A reação dele foi a típica de qualquer pai protetor e que só quer o melhor para a sua filha.

Depois de muito conversarmos ele compreendeu que a minha decisão já tinha sido tomada, claro que não aprovou, mas entendeu.

Só neste momento que percebi a minha tranquilidade durante toda a conversa.

Meu pai sempre foi um exemplo, um modelo a ser seguido por mim, nossas ideias sempre convergiam e nosso alinhamento era sempre muito importante para mim.

Foi só aí que eu percebi que as dúvidas e questionamentos iniciais não eram das minhas escolhas, mas sim do julgamento que teria quando contasse ao mundo elas.

As fichas começaram a cair de uma forma que não sabia que era possível.

Ok, mas então o que mudou para as dúvidas e os questionamentos não te atormentarem mais?

O meu alinhamento comigo mesma, foi isso que mudou! As minhas emoções, sentimentos e ações estavam totalmente alinhadas com aquilo que eu havia decidido.

Eu entendi que o direito e o coaching não eram mutualmente excludentes, mas sim que podiam coexistir.

Eu sempre serei advogada, apaixonada por direito, mas hoje, o coaching também se tornou um fator de estudo e admiração.

Por isso, se posso deixar aqui um conselho…é que volte para dentro de você mesmo.

As respostas sempre estarão dentro de você! E uma vez alinhadas você naturalmente vai mostrar para o mundo e só o que faz o seu coração pulsar vai importar.

Beijos e abraços,

Thais Lima

Coach e Mentora.

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