O que aprendi ao enfrentar a morte

O que aprendi ao enfrentar a morte

 

Ao longo dos anos, eu sempre me considerei uma pessoa proativa, engajada e interessada pela vida e pelos mistérios que me eram apresentados.

Sabe aquele tipo de pessoa bem resolvida?

Aquela que olhamos e pensamos: “nossa, como ela é forte!”, “nossa…”, “nossa…”, “nossa.

Eu passava a impressão de que era assim.

Quem me olhava de uma certa distância e muitas vezes até as pessoas que me olhavam de perto, mas não observavam verdadeiramente, tinham a certeza que eu era forte, determinada, bem resolvida, destemida e todos os outros adjetivos semelhantes que vierem à cabeça.

Os anos foram se passando e a mulher forte foi conquistando e desbravando toda uma infinidade de coisas…

A filha mais nova, mas ainda a primeira a se formar na universidade, a que fez 2 iniciações cientificas, a que falava inglês, espanhol e francês, a que teve nota 10 na monografia com indicação para publicação, a que depois de 9 anos de formada tinha 5 especializações, 1 pós-graduação e mesmo sendo advogada já tinha feito até curso de matemática financeira (incluindo estudos sobre mercado de ações e derivativos).

Gerente de uma empresa de porte internacional e trabalhando à frente de projetos que envolviam centenas de milhares de reais.

Apartamento próprio, carro próprio, casada. 

Vida perfeita, não?

Para quem olhava de fora: sim!

Contudo, alguma coisa dentro de mim gritava…

Gritava tão alto que as minhas ações nem sempre condiziam com aquilo que eu falava.

Até que no dia 05 de fevereiro de 2016, eu, o meu marido e o meu cachorrinho sofremos um grave acidente na Rodovia Dutra.

Estávamos indo curtir o carnaval, encontrar família e amigos e comemorar os nossos 6 meses de casados.

O carro foi esmagado por um caminhão que não parou quando houve uma redução de velocidade na estrada.

Neste momento, sentada no meio da estrada, com o rosto sangrando e dores por todo o meu corpo, eu verdadeiramente parei para pensar…

E se aquele fosse o meu último dia de vida? 

Eu teria cumprido a minha missão? Minha mensagem teria valido a pena? Eu não sabia… Eu honestamente não sabia.

Eu só me lembrava da lista de coisas que eu tinha realizado, mas aquilo era realmente tudo?

Por isso, após esse dia eu decidi que a minha vida não seria mais só medida pelas conquista e títulos. Encarei de frente que a morte estava ali e que ela não seria algo que eu poderia evitar ou fugir.

A morte se tornou minha aliada, mesmo com medo, eu decidi que ela seria um lembrete diário para que eu aproveitasse a minha vida. Vivesse plenamente, sabe?

Lembrasse mais de sorrir, de curtir o momento presente, de esquecer as mágoas e de aproveitar a jornada.

 

E você? 

Aproveita a jornada ou pensa mais nos títulos e coisas que conquistou?

Se culpa por erros, omissões e falhas?

Enfrentar a morte me ensinou que eu posso viver sem arrependimentos, que eu posso ser feliz e inspirar as pessoas com a minha história.

Espero que essa tenha inspirado você também!

Thais Lima 

Coach e Mentora de Felicidade e Realização Profissional

 

Fonte: www.eusemfronteiras.com.br

Artigo: https://www.eusemfronteiras.com.br/o-que-aprendi-ao-enfrentar-a-morte/

 

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