O que é coaching e porque eu deveria fazer?

O que é coaching e porque eu deveria fazer?

Acredito que os meus amigos de infância, que perdemos contato, ficariam surpresos com a metade das coisas que eu vou escrever…

De qualquer forma desde o dia que decidi ser coach e mentora fiz uma escolha muito consciente sobre como começaria a me apresentar para o mundo e para as situações da minha vida e por isso lá vai…

Como eu já comentei no meu primeiro vídeo muitas fichas caíram no ano de 2016 e só nesse momento pude perceber como tantas coisas já estavam escancaradas na minha frente, mas eu simplesmente não conseguia enxergar.

O que eu não contei lá é que eu mesma já tinha passado por um processo de coaching um pouco antes de toda a reviravolta começar.

No ano de 2015 me indicaram uma sessão experimental com uma coach com direcionamento para o empoderamento feminino.

Eu estava a 3 meses de casar (sendo que quando criança falava que não casaria e nem teria filhos :] )

A conversa foi ótima e desliguei o Skype completamente impressionada com a capacidade que aquela mulher teve de me ler em 1 hora de conversa.

Afinal de contas eu sempre era a mais fechada e enigmática para as pessoas.

À época, como estava com toda a vida voltada para os preparativos do casamento informei que não tinha condições de realizar naquele momento um processo de coaching, mas que assim que passasse essa fase eu voltaria a entrar em contato.

O pacto de curtir com todas as minhas forças um evento tão grande para qualquer mulher não podia passar como “mais” uma atividade a ser realizada.

Bom…retornamos da lua de mel no final de setembro e todos aqueles sentimentos que permearam a nossa conversa em julho começaram a voltar à minha cabeça.

Dito e feito…em dezembro estava começando o meu primeiro processo de coaching.

Tivemos conversas que nunca imaginei ter, porque realmente não entendia do que se tratava tudo aquilo, mas como gosto de me desafiar entrei em uma canoa que não conhecia.

No decorrer de nossas conversas que eu finalmente compreendi o que era coaching e o poder que aquilo tinha, com delicadeza e maestria foram tocados assuntos da minha infância e minha adolescência, mas não com o viés de entender o passado, mas sim de avaliar como aquilo impactaria no meu futuro.

O que me motivava, o que me entristecia, meus medos, minhas necessidades, o olhar que tinha sobre mim mesma, quais eram os motores que giravam a roda da minha vida, onde eu estava e onde queria chegar.

Foi surpreendente o mergulho que fiz em mim mesma…e principalmente saber que eu não estava sozinha no mundo, que muitos dos meus medos são sentidos por outras pessoas…um acalento para a minha alma e um sossega leão para a vozinha que eu escutava da minha cabeça em determinadas situações.

Entrando na reta final do processo começaram a ocorrer as aventuras que estavam guardadas para mim no ano de 2016.

No dia 05 de fevereiro, às 8h06 da manhã nosso carro foi esmagado por um caminhão na Rodovia Dutra e eu fui removida de ambulância para a cidade mais próxima, pois estava com um ferimento grande no rosto e muita dor na cervical.

Foram 20 dias de dores profundas, de não conseguir respirar direito e não poder ouvir um barulho parecido com o da batida que começava a chorar sem parar, isso sem falar em sirene de ambulância!

Naquela época sequer tive condições de continuar com as sessões, pois me sentia tão estraçalhada por dentro que não tinha como olhar para mais aquilo.

Minha coach me apoiou em todo este processo e quando tive condições de retornar, minha vontade de mergulhar no meu autoconhecimento e na compreensão maior de qual era a minha missão nesta vida estavam mais a flor da pele do que nunca!

E assim foi se desenrolando o meu processo e os desafios aparecendo. Terminamos à época que minha avó faleceu, mau eu sabia que ainda viriam mais presente para mim.

Ao longo dos outros meses comecei em um trabalho profundo de tentar entender porque tudo aquilo estava se apresentando para mim e só consegui isso porque tinha aprendido a me questionar no meu coaching, a estar presente para as coisas ao invés de me lamuriar.

Não posso deixar de dizer que nesta época também precisei da ajuda de duas terapeutas que foram essências na manutenção da minha serenidade, uma com o viés psicoterápico e outra voltada para os princípios do Reiki.

Se perguntar, se escancarar, ver suas qualidades e suas deficiências não é uma coisa simples… ainda mais quando você está lidando com o sentimento de finitude em tantas frentes.

Pois é … para uma pessoa que sempre foi bem resolvida, conhecida como determinada e exemplo para tantos… saber que tudo isso se passou pode ser até um choque.

E só alguns meses depois, em uma ação voluntaria de mentoria, que fui perceber que o processo que eu tinha passado eu já fazia inconscientemente a muitos anos com todas as amigas. A “psicóloga”, a “mãe”, a “que lê pensamentos”, a “consultora”…

Tudo começou a fazer sentido e as peças que foram mexidas no começo do ano, terminavam em junho de se encaixar.

Por isso, digo do fundo do meu coração que toda pessoa que quer dar um salto em sua jornada deveria fazer coaching e não digo isso porque agora me tornei uma, digo porque vejo em mim, todos os dias, a transformação que eu passei.

Se você sente que está pronto para essa mudança…não deixe para depois! Pois em fração de segundos você deixa de sorrir e entra em uma ambulância sem saber o que será da sua vida!

Com todo o meu carinho e gratidão pelas pessoas que estiveram comigo.

 

Thais Lima

Coach e Mentora

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